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Maitê Schneider: o empreendedorismo a favor da diversidade

Maitê Schneider é embaixadora e influenciadora da Rede da Mulher Empreendedora, maior rede de empreendedorismo feminino do país

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Embaixadora e influenciadora da Rede da Mulher Empreendedora, maior rede de empreendedorismo feminino do país, Maitê Schneider se tornou empresária por necessidade. “Eu tive uma série de portas fechadas no [meio] corporativo, de devolutivas que não chegavam, de passar por várias fases [do processo seletivo], mas por conta da documentação, que não era tão fácil como hoje, a contratação não acontecia”, explica. Maitê é mulher trans e recebeu o nome de Alexandre Caldas de Miranda no nascimento.

O primeiro negócio surgiu com a ajuda da família: uma banca de revistas dentro de uma loja do pai. Porém, sem entender sobre gestão, o empreendimento não foi para frente. “Eu não tinha feito análise de mercado, não tinha verificado potência, não tinha analisado quais eram os pontos fortes, quais eram as fraquezas, eu não tinha feito nada”, justifica.

Mas, se a primeira tentativa foi frustrada, Maitê não desistiu. Em 1997, ela criou a Casa da Maitê, o primeiro site de diversidade do Brasil e, mais tarde, ao lado da advogada Marcia Rocha, fundou a plataforma Transempregos, um banco de dados de currículos e vagas para pessoas trans.

A empresária também presta serviços de consultoria para diversidade e implantação de inclusão, atendendo empresas que estão interessadas em contratar pessoas trans.

Para as mulheres empreendedoras, Maitê tem uma dica. “Mulheres devem falar que são líderes quando forem líderes. Não tenham medo da palavra liderança. Eu vejo muitas mulheres com medo de colocarem essas palavras na boca”, comenta a empresária.

O conselho, no entanto, não fica restrito às empreendedoras, mas também para as empresas. “Mulher dá conta de tudo, dá conta de família com pai fugido, sem estrutura nenhuma, carregando gêmeos nos braços e ainda assim vai atrás de emprego. É por isso que empresas inteligentes estão valorizando essas mulheres”, explica.

A mulher brasileira empreendedora

Assim como Maitê Schneider, outras 9,3 milhões de mulheres estão à frente de uma empresa, de acordo com o Sebrae. Elas representam 34% de todos os donos de negócios do país.

Nos últimos dois anos, a proporção de mulheres empreendedoras consideradas “chefes de família” passou de 38% para 45%, ou seja, são elas as responsáveis pelo provimento da casa.

No entanto, apesar de as mulheres estarem cada vez mais ocupando espaço no empreendedorismo, ainda são discretas as ações de incentivo para elas. Pelo contrário. Empreendedoras são mais jovens e com nível de escolaridade 16% superior ao dos homens, mas recebem menos.

Elas também sentem dificuldades na hora de conseguir crédito, mesmo o mercado mostrando que empresas com mulheres no comando são mais perenes e apresentam inadimplência menor, menor risco e maior retorno.

Empresárias são melhor pagadoras do que homens: 3,7% dos inadimplentes são do sexo feminino contra 4,2% do masculino. Porém, elas conseguem um valor médio de empréstimos de aproximadamente R$ 13 mil a menos do que é concedido aos homens. Para piorar, elas pagam taxas de juros 3,5% maior que o sexo masculino.

Série Mulheres Empreendedoras

A série Mulheres Empreendedoras já entrevistou Chieko Aoki, fundadora e presidente da rede de hotéis Blue Tree Hotels. Confira essa história no nosso canal.

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