Oi dispara 13%, Vale sobe 2% e small cap avança 80% em 2 dias; veja 12 destaques

Ações da ALL despencam 4,57% ao mostrar Ebitda "estagnado" no 2º trimestre; Vale sobe 2,77% em meio a indicadores da China e Cielo cai pelo 3º dia seguido após dados da Copa

Rodrigo Tolotti

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SÃO PAULO – No dia em que o Ibovespa encerrou uma sequência de 4 pregões de alta, as ações da Oi (OIBR4) roubaram a cena na ponta positiva, chegando a subir 18% na máxima da sessão, em meio às novidades envolvendo sua fusão com a Portugal Telecom e a revisão do acordo entre as duas empresas. Também ficaram entre os maiores ganhos as ações da Vale (VALE3VALE5), que subiram forte após bons indicadores na China.

Do lado de baixo do Ibovespa, os bancos Itaú (ITUB4), e Bradesco (BBDC3; BBDC4) chamaram atenção ao recuaerem mais de 3% após o Morgan Stanley rebaixar sua recomendação. A Braskem (BRKM5) é outra que caiu com corte de indicação de um banco de investimento. Ainda dentro do índice, as ações da Cielo (CIEL3) recuaram mais de 3% em seu 3º pregão seguido no vermelho, enquanto a ALL (ALLL3) chegou a cair 5,5% após divulgar sua prévia operacional do 2º trimestre.

Fora do radar, a micro cap Tecnosolo (TCNO4, R$ 0,27, +42,11%) voltou a se destacar positivamente, atingindo nesta quarta-feira (16) seu maior patamar desde maio de 2012 e somando ganhos de 65% nos dois últimos dias.

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Confira os principais destaques da Bolsa nesta quarta-feira:

Oi (OIBR4, R$ 1,76, +12,82%)
A RioForte, holding da família Espírito Santo, não reembolsou 847 milhões de euros em notas promissórias compradas pela Portugal Telecom que venceram na terça-feira, obrigando à revisão do acordo de fusão com a companhia brasileira, o que levou à redução da participação da portuguesa na empresa resultante da união, a CorpCo, para 25,6%.

Embora a fusão da nova empresa resultante possa ser rebaixada para grau especulativo devido à dívida não paga, as ações da Portugal Telecom subiram 4,6% hoje na Bolsa de Lisboa, refletindo alívio com o prosseguimento da fusão, fato que também foi refletido nas ações da Oi na Bovespa.

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Itaú e Bradesco
Do lado negativo do Ibovespa, destaque para as ações dos bancos, com Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,45, -2,59%), Itaúsa (ITSA4, -2,39%, R$ 9,00) e Bradesco (BBDC3, R$ 34,80, -1,97%; BBDC4, R$ 33,57, -3,28%) entre as maiores perdas do índice.

Nesta manhã, o Morgan Stanley rebaixou as ações do Itaú e Bradesco para underweight (desempenho abaixo da média). Em relatório, o analista Jorge Kuri diz que os bancos são altamente sensíveis à queda no emprego. O Morgan Stanley se mantém, no entanto, neutro em bancos públicos, dada a base de clientes mais estável.

Vale (VALE3, R$ 31,92, +2,77%; VALE5, R$ 28,52, +1,78%)
A mineradora ficou entre as maiores altas do dia após o PIB (Produto Interno Bruto) da China – o maior mercado de minério do mundo – crescer 7,5% no segundo trimestre deste ano, ficando acima das projeções de 7,4%. O porta-voz da agência de estatísticas que divulga o resultado disse que crescimento está dentro de um “intervalo razoável”, mas ponderou que a economia chinesa ainda enfrenta riscos negativos, especialmente por causa da desaceleração no setor imobiliário.

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CSN (CSNA3, R$ 11,44, -0,52%)
As ações da siderúrgica fecharam perto da estabilidade após forte alta nas últimas sessões, impulsionadas pelo “rali da recompra”. Somente em julho, os papéis da CSN já acumulam ganhos de 26,64%. Desde que anunciou a recompra de ações, em 26 de junho, é possível verificar que a Itaú Corretora – instituição escolhida pela CSN para intermediar o programa de recompra – é, com larga vantagem, a maior compradora dos papéis CSNA3 na Bovespa, o que se torna um grande indício de que a CSN está recomprando fortemente seu papéis.

Vale destacar que o programa de recompra da companhia tem prazo para terminar e limite de compras, o que indica que mesmo que as ações continuem subindo, uma pressão vendedora pode pesar para a empresa nos próximos meses, já que analistas estão bem desanimados com a empresa. O atual programa da companhia prevê a aquisição de até 3% do total de ativos em circulação, ou 26.781.661 papéis, até o próximo dia 25 de julho.

Essa interrupção na sequência de altas das ações podem também indicar que o programa teria chegado ao fim, ou estaria muito próximo disso, principalmente porque nesta sessão o Itaú não liderou as compras de ações.

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Ambev (ABEV3, R$ 16,02, +1,97%)
Em relatório divulgado na segunda-feira, o JP Morgan disse que acredita que, apesar da performace das ações abaixo do desempenho do Ibovespa, esta pode ser uma boa oportunidade de compra dos papéis da companhia. Ainda no relatório, o banco reitera o overweight das ações e que a empresa é Top pick do setor na América Latina.

Cielo (CIEL3, R$ 43,70, -3,96%)
As ações da Cielo apresentam queda pelo 3º dia consecutivo, acumulando perdas de 6,00% no período. Apesar da queda, na segunda-feira os papéis da empresa chegaram a bater sua máxima histórica (R$ 47,10).

A empresa divulgou nesta quarta-feira um levantamento em que mostra queda de 7,2% no tíquete médio gasto por turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo, na comparação com o padrão dos primeiros cinco meses do ano. No período do torneio, os estrangeiros gastaram em média R$ 241 por compra, enquanto que, entre janeiro a maio, o gasto médio foi de R$ 260.

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ALL (ALLL3, R$ 7,72, -4,57%)
A empresa informou nesta quarta-feira, em prévia de resultados do segundo trimestre, que seu Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizaçã) consolidado cresceu 0,2% de abril a junho deste ano contra o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 579,5 milhões.

A ALL acrescentou que o volume transportado no segundo trimestre teve alta de 0,9% na comparação anual, mostra fato relevante divulgado minutos antes da abertura do pregão. O segmento de operações ferroviárias, que é o principal representante do Ebitda da empresa, cresceu 0,1% na comparação anual, para R$ 560,5 milhões. Vale mencionar que as ações da empresa atingem o menor patamar desde 9 de abril.

Forjas Taurus (FJTA4, R$ 0,79, 0,00%)
Ontem, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) atingiu 49,75% do capital das ações ordinárias da companhia. Vale mencionar que a posição acionária ainda sofrerá alteração, em função do 2° rateio das sobras de ações oriundas do aumento de capital, que irá de 14 a 18 de julho. Após o término deste período, a companhia irá convocar uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para a homologação do aumento de capital, com prazo mínimo de antecedência de 15 dias, para então divulgar a nova posição acionária, a partir da conclusão do período de subscrição.

Braskem (BRKM5, R$ 14,45, -2,69%)
As ações da Braskem recuaram reagindo à notícia de rebaixamento feito pelo Santander para “manutenção” nesta quarta-feira. Vale destacar ainda o volume movimentado pelos papéis, que superou sua média e fechou o dia com R$ 19,68 milhões. Em relatório, a instituição financeira destacou que os preços mais elevados do petróleo e a forte valorização do real também são pontos negativos para a empresa. Além disso, o Santander sinalizou um pessimismo sobre a Braskem e afirmou que as perspectivas da companhia são pouco inspiradoras.

Tecnosolo (TCNO4, R$ 0,27, +42,11%)
As ações da empresa voltaram a ser destaque neste pregão, em meio a recuperação da empresa neste ano, atingindo o maior patamar (R$ 0,25) desde maio de 2012. 

A empresa de consultoria de engenharia e obras, passou por fortes turbulências nos últimos quatro anos. A empresa, que já tocou projetos importantes no Rio de Janeiro, como a Arena Multiuso do Pan-2007, foi abatida por uma crise anos atrás e precisou entrar com um processo de recuperação judicial em 2012 depois que perdeu a capacidade de pagar suas dívidas. Quebrada, a empresa perdeu credibilidade no mercado e suas ações, juntamente, naufragaram na Bolsa. Cotada acima de R$ 1 no início de 2010, a ação da empresa caiu para R$ 0,03. Mas, passado todo o sufoco e numa bem-sucedida recuperação judicial, a empresa já vê motivos para comemorar.

Além de planos mais ousados, a ação começa a se recuperar na Bovespa. Da sua mínima histórica (R$ 0,03) até agora, o papel já subiu 700%, indo para R$ 0,28 no pregão de hoje. A empresa entrou na lista das 5 únicas ações da Bovespa que subiram mais de 100% no 1° semestre deste ano.

Fleury (FLRY3, R$ 16,60, +0,67%)
A Gávea Investimentos deve concluir a compra de participação dos médicos acionistas do laboratório Fleury. Segundo o Valor, os médicos acionistas do Fleury e o Gávea já chegaram a um acordo de preço para a venda da participação. Os médicos, agrupados na Core, teriam aceitado, em reunião realizada no mês passado, vender sua fatia na empresa ao valor de R$ 18,50 por ação. Por conta do valor estabelecido, é natural que as ações busquem o valor da compra e subam até aquele patamar. Ontem, os papéis fecharam a R$ 16.

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Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.