HAPV3: Hapvida cai mais de 4% após renúncia e troca de cadeiras

Executivo escolhido como CFO interino está na empresa desde 2019 e atua como responsável pelas áreas de mercado de capitais e reestruturação corporativa

Camille Bocanegra

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A Hapvida (HAPV3) anunciou a renúncia de seu diretor financeiro, Maurício Teixeira, para assumir uma vaga no conselho de administração da companhia.

Assim, Teixeira assume a cadeira que era pertencente a Geraldo Luciano Mattos Junior, que deixará seu cargo no conselho após dez anos na posição.

Enquanto isso, o posto de CFO interino será assumido por Luccas Adib, que ocupa atualmente a posição de diretor de mercado de capitais.

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Todo esse troca-troca não foi bem recebido pelo mercado nesta manhã de terça-feira (12) e as ações da companhia chegaram a cair mais de 4% na abertura do pregão, recuando a R$ 4,03.

Às 10h55, os papéis reduziram suas perdas a 3,07%, cotados a R$ 4,10.

HAPV3: troca de cargos divide opiniões

Para analistas do Bradesco BBI, o anúncio é “levemente negativo”, considerando a experiência e credibilidade de Teixeira e a boa reputação do executivo no mercado.

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A companhia atualmente passa por um processo de reestruturação, em especial considerando que a integração com o Grupo Notre Dame Intermédica ainda está pendente e tem previsão de encerramento no 1º semestre de 2024.

“De acordo com a empresa, o Sr. Teixeira assumirá uma posição executiva em uma nova empresa de capital fechado em janeiro, e as integrações de fusões e aquisições estão sendo lideradas pelas áreas de tecnologia e operações, portanto, não são esperados impactos significativos com sua renúncia”, considera o BBI.

Na visão de analistas do Citi, embora a transição do conselho possa sinalizar alinhamento com os controladores, a sua saída levanta dúvidas dos investidores e poderá levar a mudanças no curto prazo e volatilidade nas ações, principalmente quando se considera a atual fase de recuperação da empresa.

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“Não é exatamente o que esperávamos neste momento”, afirmaram Leandro Bastos e Renan Prata em relatório enviado a clientes.

A expectativa da companhia é que o desempenho de Luccas Adib seja avaliado no cargo de CFO como interino para que possa haver a nomeação como permanente. O processo de contatação para o cargo está suspenso atualmente.

Positiva

A visão do Itaú BBA sobre a mudança é positiva, porque o executivo já está na empresa desde 2019 e respondeu por por áreas como mercados de capitais, projetos especiais em finanças, reestruturação corporativa, planejamento tributário e área fiscal.

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“Temos uma impressão positiva de Luccas Adib, com quem tivemos várias interações no passado. No entanto, as interações com os clientes após o anúncio indicam que a notícia foi recebida com surpresa, apesar dos rumores nas últimas semanas, e foi percebida como negativa por uma grande parte dos investidores”, entende o BBA.

O Itaú BBA considera o nome como outperform (performance acima da média), com preço-alvo de R$ 7,00. Essa é a mesma classificação do BBI, que estabelece o preço-alvo em R$ 5,50.

(com Reuters)

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