Hypera (HYPE3): ações caem 8,25% após balanço fraco, corte de guidance e recomendação rebaixada pelo BBI

Dados considerados fracos, embora em linha com expectativas, apresentados pela Hypera motivaram corte de recomendação de BBI de compra para neutro

Camille Bocanegra

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A Hypera (HYPE3) reportou resultados na noite de quinta-feira (26) e apresentou alta de 6,3% no lucro no terceiro trimestre, em R$ 499,5 milhões. Apesar da alta do lucro, algumas linhas do balanço e as sinalizações para o resto do ano não animaram os investidores.

Os papéis da companhia registraram, na sessão desta sexta-feira (27), queda de 8,25%, cotados a R$ 31,37.

No geral, os resultados foram fracos, mas em linha com o esperado. Porém, a qualidade dos resultados e o discurso para o ano fechado se deterioraram um pouco, aponta o Itaú BBA, o que explica o desempenho ruim das ações na sessão.

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O BBA reforça que, tal como antecipado, uma época de gripe mais branda afetou o desempenho da empresa, apresentando um crescimento de sell-out (dos produtos na farmácia) de 4,2%.

Essa tendência fez com que a empresa revisasse as suas expectativas de receita líquida, lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) e lucro líquido em 5% para baixo.

“Acreditávamos que o mercado esperava uma revisão na receita, mas não no Ebitda e no lucro, o que poderá levar a revisões para baixo e pesar no desempenho das ações”, apontou o BBA em relatório antes da abertura do mercado.

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O Bradesco BBI, por sua vez, considerou os fracos resultados reportados como suficientes para fazer um corte na recomendação dos ativos. O nome foi revisado de compra para neutra, com novo preço-alvo de R$ 44,00 para 2024 (a meta anterior era de R$ 51,00). Os números para Hypera também foram revisados, com queda na projeção de lucro líquido em 10% para R$ 1,9 bilhão (12% abaixo do consenso).

Ao destacar a revisão para baixo das projeções pela empresa, o BBI ressaltou que ela ocorreu devido ao crescimento mais fraco do sellout do mercado no 3T23, impulsionado pela queda de 10% no volume nas categorias gripe, respiratória, dor e febre”, destaca o BBI.

O BBI vê ainda o upside (potencial de recomendação) relativamente limitado no momento (em 29%), por conta da alta exposição ao potencial fim do benefício fiscal de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e a dinâmica mais fraca de resultados apresentada pela Hypera no quatro trimestre de 2023 e no ano de 2024.

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Já os  resultados foram considerados neutros pela XP, que entendeu que os números ficam em linha com as estimativas.

Em relação as expectativas para 2023, a empresa afirmou que atingir 95% do guidance, o que representaria -1,9%, +2,0% e -4,1% de crescimento comparado com o ano anterior para receita líquida, lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) e lucro líquido no 4T23. A XP considerou “um leve deslize no plano” e aponta que a empresa ainda está perto de entregar os números projetados para 2023.

A XP recomenda o nome como compra, com preço-alvo de R$ 49,40. O BBA também recomenda o nome como outperform (desempenho acima da média, equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 46,00.

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Assim como as duas últimas casas, o Goldman Sachs segue recomendando compra para o nome, com preço-alvo de R$ 50,00 e considera que a tendência de “tímido crescimento na receita total” já era amplamente antecipada pelo mercado.

“Por outro lado, a empresa conseguiu controlar as despesas de marketing, o que resultou em uma melhora na margem do Ebitda de 1,6 ponto percentual em relação ao ano anterior”, considera.

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