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Animado com os resultados do Bradesco, BB eleva preço-alvo da ação para R$ 40

Para analista, números reportados pelo banco fortalecem as perspectivas para 2010; sugestão de compra é mantida

Thiago Salomão

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SÃO PAULO – Em meio à divulgação do resultado trimestral do Bradesco (BBDC4), o BB Investimentos revisou suas premissas sobre o banco. Animada com os resultados, a corretora do Banco do Brasil optou por elevar o preço-alvo esperado para as ações ao final desse ano, indo de R$ 37 para R$ 40 – upside de 25,3% sobre a cotação de fechamento da última quinta-feira (29). A recomendação de compra aos papéis foi mantida.

“O resultado do 1T10 fortalece as perspectivas positivas para a empresa em 2010, sobretudo devido ao crescimento do crédito, redução da inadimplência, redução das provisões, recuo das despesas administrativas e pelo avanço da lucratividade no Grupo Segurador”, enaltece o analista do BB, Nataniel Cezimbra.

Entre janeiro e março deste ano, a carteira de crédito total do Bradesco atingiu R$ 235,2 bilhões, o que mostra um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2009. Desse montante, a carteira PJ (Pessoa Jurídica) respondeu por R$ 149,2 bilhões, enquanto que o segmento PF (Pessoa Física) ficou com os R$ 86 bilhões restantes – evolução de 7,1% e 16,7%, respectivamente, na mesma base comparativa.

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Outro destaque mencionado por Cezimbra, o Grupo Segurador teve um resultado positivo em R$ 703 milhões no primeiro quarto de 2010, evolução de 8,1% ante o mesmo trimestre do ano passado. “Deste resultado, R$ 409 milhões vieram do ramo Vida e Previdência, R$ 148 milhões do ramo Saúde, R$ 65 milhões de Capitalização e R$ 81 milhões dos Ramos Elementares”.

Mais eficiência
O total de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) em relação ao crédito fechou o primeiro quarto do ano em 8%, sentindo os efeitos positivos de uma melhora na qualidade e nos níveis de risco de crédito. Além disso, o índice de inadimplência do banco relatou seu terceiro trimestre consecutivo de queda.

Já as despesas administrativas recuaram 4,1% na comparação com o último trimestre de 2009, atingindo R$ 2,564 bilhões, principalmente por conta da redução das despesas de processamento de dados, publicidade e transportes, ressalta Cezimbra.

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“Com isso, o Índice de Eficiência, que mede quanto do resultado é consumido com as despesas de pessoal e administrativas mostrou leve aumento de 0,7 p.p., para 41,2%, após queda de quatro trimestres consecutivos”, conclui o analista do BB Investimentos, destacando ainda o confortável Índice de Basiléia do banco, atualmente em 16,8% – o Banco Central exige que o indicador seja de, no mínimo, 11%.

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Thiago Salomão

Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers